As instituições mais mencionadas na cobertura da Exploração e Abuso Sexual de crianças e adolescentes

A Polícia é, de longe, a fonte de informação mais consultada nos textos sobre o tema publicados entre 2001 e 2002

É nos Boletins de Ocorrência que frequentemente a mídia se apóia para dar a largada na cobertura dos casos de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes. De acordo com pesquisa realizada em textos sobre o tema publicados entre 2001 e 2002, 61,42% das matérias mencionam a Polícia.. É certamente preocupante o fato desta ser a voz mais presente na maior parte das reportagens, uma vez que não é seu papel apresentar soluções, apontar dados e retratar toda a complexidade do cenário. Por isso, é importante buscar informações também com outros atores sociais. Várias entidades cuja atuação é central para a discussão e cobrança de políticas públicas na área são pouco ouvidas. 

  • O Legislativo é mencionado em 4,18% dos textos, o Judiciário em 28,69% e o Executivo, em 20,4%. Cabe destacar que o executivo coordena um Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil. 
  • Profissionais da área de educação são mencionados em 2,37% dos textos. Escolas e professores são fontes preciosas, na medida em que podem ajudar a mapear as dificuldades enfrentadas para combater o problema nos estabelecimentos de ensino, bem como para estimular o debate sobre a necessidade de qualificação para o diagnóstico e o encaminhamento de casos. 
  • Autoridades de saúde são citadas em 7,1% das matérias analisadas. Médicos, terapeutas e outros profissionais da área desempenham um papel fundamental no enfrentamento da questão. Acompanhar o encaminhamento e os procedimentos médico-jurídicos em relação às vítimas, agressores e seus familiares é uma forma de revelar ao leitor a fragilidade e a necessidade de investimentos no setor.

Conheça mais a respeito da cobertura da imprensa sobre o tema e entenda elementos políticos, sociais e psicológicos que envolvem esse tipo de crime na publicação O Grito dos Inocentes – Os meios de comunicação e a violência sexual contra crianças e adolescentes.