As políticas para a infância e a adolescência ganharam razoável espaço nos debates em torno da eleição presidencial.

Resultados de um estudo inédito realizado pela ANDI indicam um significativo incremento do número de notícias relativas às eleições presidenciais quando a infância e adolescência estavam no centro da pauta das redações brasileiras em 2006, em comparação com a cobertura de 2002.
• Em 2002, matérias com enfoque nas eleições presidenciais representavam apenas 0,13% do total de textos publicados sobre infância e adolescência. Em 2006, esse percentual subiu para 2,2%.
• Educação (44,79%) e Pobreza e Exclusão (40,29%), duas questões prioritárias para a população infanto-juvenil, foram os temas mais abordados nos textos que mencionavam as eleições presidenciais de 2006.
Dois elementos ajudam a explicar a presença desses temas na agenda das eleições. Um deles é a visibilidade do programa Bolsa Família, lançado em 2003 pelo então recém-eleito presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. Outro fator foi a plataforma do senador e candidato Cristovam Buarque, que adotou a Educação como principal mote de seu discurso, motivando os demais postulantes ao cargo a focalizar as questões relacionadas a esse tópico.
• Saúde, Violência em geral, Abuso e Exploração Sexual e Trabalho Infantil estiveram praticamente ausentes do debate. As notícias sobre Saúde, por exemplo, não chegaram a 2% da cobertura em 2006.
• 61,48% dos textos fizeram referências a políticas públicas, 19,23% mencionaram indicadores sociais e 4,92% falaram em legislação. Esses resultados indicam que as notícias referentes ao pleito eleitoral se mostraram mais qualificadas do que a média geral da cobertura sobre infância e adolescência em 2006.
Conheça mais detalhes sobre a presença da infância nas matérias sobre eleições e o retrato completo da cobertura sobre essa faixa etária em 12 países latino-americanos na publicação Direitos, Infância e Agenda Pública 2005-2007.